No ano em que se comemora o centenário da imigração
japonesa, é inevitável falar das inúmeras contribuições
que esse povo trouxe para a saúde do brasileiro. Hábitos
alimentares que chegaram junto com o navio Kasatu-Maru,
em 1908, ainda hoje fazem parte do cardápio brasileiro.
Da soja aos peixes, os japoneses ensinaram o Brasil a se
alimentar melhor.
No prato do povo japonês, predominam os alimentos de
baixa caloria e de alto valor nutritivo. Além dos ingredientes,
muda também a forma de preparo. No lugar da fritura,
o cozimento; e no lugar da imersão em água, o vapor. A
nutricionista da Johnson & Johnson, Claudia Yokomizo
Hoff, explica que o uso do vapor evita a perda das vitaminas
dos legumes. “Quando cozinhamos em água, boa parte da
vitamina vai embora. Por isso, preferimos os legumes al
dente, cozidos no calor de outros alimentos”, ensina.
O arroz, comum a brasileiros e japoneses, ganha uma
característica bastante diferente na mesa de cada povo.
Enquanto os brasileiros usam óleo, sal e tempero, os
japoneses preparam o gohan sem nenhum desses
ingredientes. Usam-se apenas água e o grão. Nesse caso,
a maioria dos brasileiros ainda não abriu mão da receita
ocidental – mesmo que não seja a opção mais saudável de
preparo.
Para compensar um pouco a ausência de sal, é comum a
combinação de pratos com conservas de frutas e legumes,
como a feita com uma espécie de ameixa, a umeboshi,
usada para restabelecer o equilíbrio de pH estomacal.
E como no Brasil para tudo dá-se um jeito, receitas japonesas
já ganharam um toque tropical. Em alguns restaurantes
típicos, já são servidos os enrolados de arroz em algas – os
hossomakis e uramakis _ incrementados com maionese ou
frutas, à moda Califórnia. Aqui, a nutricionista Claudia pede
licença para dar um “puxão de orelhas” nos mais ousados:
“Essa intervenção foge ao conceito de alimentação
saudável”.
SOJA
No ano em que se comemora o centenário da imigração
japonesa, é inevitável falar das inúmeras contribuições
que esse povo trouxe para a saúde do brasileiro. Hábitos
alimentares que chegaram junto com o navio Kasatu-Maru,
em 1908, ainda hoje fazem parte do cardápio brasileiro.
Da soja aos peixes, os japoneses ensinaram o Brasil a se
alimentar melhor.
PEIXE
Assim como a soja, o peixe está na base da alimentação
japonesa. As espécies mais consumidas são o atum e o
salmão, encontrados em abundância no Japão. A sabedoria
milenar é endossada pela Organização Mundial de Saúde
(OMS), que recomenda o consumo de pelo menos três
porções de peixe por semana. Os motivos são evidentes: os
peixes são ricos em Ômega 3, que reduz o nível de gordura
no sangue e evita a formação de coágulos; têm sais minerais
que fortalecem os dentes e os ossos; vitaminas A, D e do
complexo B e é fonte de ácidos graxos essenciais para o
desenvolvimento cerebral.
Ingredientes
1 colher (sopa) cheia de manteiga sem sal
200g de filé mignon fatiado em iscas
6 folhas de acelga
100g de moyashi (brotos de feijão)
1 cebola média
8 unidades de cogumelos Shiitake
½ maço de naga negui (cebolinha)
250g de itoh konhaku ( macarrão de batata)
200g de tofu ( queijo de soja)
Dashi (molho) contendo:
100 ml de shoyu (molho de soja)
50ml de sakê comum
50ml de mirim (sakê doce)
15g de açúcar
Modo de preparo
Lavar e cortar a acelga em quadrados pequenos; lavar a cebolinha
e cortá-la em pequenos talos de 5 cm em diagonal. • Retirar os
talos do cogumelo shiitake; cortar o queijo de soja em cubos.
Espremer o macarrão de batata do pacote para extrair o máximo
do soro que envolve o macarrão.
Aqueça a panela (pode ser a elétrica, própria para sukiyaki) e
derreta a manteiga para refogar levemente a carne (não deixe
corar) • A seguir, colocar a acelga, a cebola cortada em meias
rodelas de 1 cm de espessura, os cogumelos shiitake sem os
talos, as cebolinhas cortadas e o tofu cortado em cubos. • Misture
todos os ingredientes e adicione o molho. Em seguida coloque
o konhaku. • Tampe a panela por 8 minutos, retire a tampa e
acrescente o broto de feijão; deixe por 2 minutos e sirva.